Bellucci

Brasileiro Thomaz Bellucci disputa com David Ferrer vaga na semifinal, nesta sexta, no Jockey Club

O Brasil teve 100% de aproveitamento nesta quinta-feira, no Rio Open apresentado pela Claro hdtv. Teliana Pereira e os duplistas Bruno Soares e Marcelo Melo, com seus respectivos parceiros, venceram seus jogos e avançaram no maior torneio de tênis da América do Sul. A vitória mais emocionante foi de Teliana, que passou pela austríaca Patricia Mayr-Achleitner por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/6 (7-5), e está nas quartas de final da etapa do WTA Internacional. Apoiada pelo público que encheu a quadra central do Jockey Club Brasileiro, a pernambucana de Águas Belas recuperou um segundo set quase perdido, estava 5/2 para a adversária, e chorou após a vitória.

Nas duplas, Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya, que formam a segunda melhor parceria do mundo, venceram o francês Jeremy Chardy e o tcheco Lukas Dlouhy por 6/4 e 6/1, e garantiram um lugar na semifinal. Marcelo Melo e o espanhol David Marrero bateram o uruguaio Pablo Cuevas e o argentino Horacio Zeballos por 6/1 e 6/4 e também estão a um jogo da decisão.

A quadra central do JOckey vai ferver nesta sexta-feira. Quatro brasileiros voltam à quadra nesta sexta-feira. Teliana enfrentará, por volta das 13h, a romena Irina-Camelia Begu, que venceu a paraguaia Veronica Cepede Royg, de virada, por 3/6, 7/5 e 6/1. Bruno e Peya pegam, às 11h, os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, que surpreenderam os cabeças de chave número 3, os espanhóis Marcel Granollers e Marc Lopez, por 6/3 e 7/5. Melo e Marrero buscam vaga na final contra os italianos Fabio Fognini e Daniele Bracciali, por volta das 15h30.

Na quarta partida da rodada, o brasileiro Thomaz Bellucci e o número 4 do ranking mundial, o espanhol David Ferrer. Empolgado pelo apoio da torcida desde sua estreia no Rio Open apresentado pela Claro hdtv, o 130ª do ranking tem um confronto duro contra Ferrer, que acaba de conquistar pela terceira vez o ATP de Buenos Aires. Será o quinto duelo entre os jogadores, sendo que o brasileiro venceu pela última vez, em 2012, no Masters 1000 de Montecarlo. O fato de disputar um jogo que terá clima de Copa Davis, com a torcida em peso apoiando o tenista da casa, não preocupa o vice-campeão de Roland Garros em 2013. “Vai ser uma partida bem dura, mas jogo contra o Bellucci e não contra a torcida”, disse o dono de 21 títulos na carreira. A última partida das quartas de final masculina será às 17 horas entre os espanhois Tommy Robredo e Pablo Andujar.

Única brasileira entre homens e mulheres a entrar direto na chave principal do torneio, Teliana começou a partida muito consistente e fechou o primeiro set por 6/2. No segundo, viu a austríaca crescer e abrir 5 a 2. A brasileira de 25 anos e atual 98ª do ranking não se abalou e, vibrando com a torcida a cada ponto, levou a série para o tie-break, fechando por 7 a 5. “Comecei jogando muito bem, mas acabei relaxando e ela cresceu. Meu irmão (Renato, seu treinador) falou para eu variar mais meu jogo e fui melhorando, voltando a ser mais agressiva”, contou a jogadora, que se emocionou mais uma vez com o apoio da torcida. “É incrível, fiquei arrepiada, nunca joguei com tanta gente torcendo por mim. Tinha que buscar a vitória porque essa torcida está fazendo a diferença”, disse

Desde o ATP de Bogotá, em fevereiro do ano passado, Teliana não conseguia duas vitórias em um torneio WTA. Na ocasião, a brasileira foi até a semifinal, resultado que não acontecia com uma tenista do país desde 1989. Muito emocionada com a importante vitória, numa quadra central do Jockey Club Brasileiro lotada, Teliana tentou falar com os pais, José e Maria Nice, que moram em Curitiba . “Ainda não consegui, mas imagino a alegria deles. Minha mãe quase nunca viu meus jogos, talvez uns dois”, lembrou a ex-pegadora de bolas. Quando criança, a família se mudou para a capital paranaense e seu pai arrumou emprego na construção de quadras da academia do francês Didier Rayon. Então com 8 anos, Teliana começou a pegar bolas e, mais tarde, convidada por Rayon, começou a jogar.

A próxima adversária, Begu, de 23 anos, foi a 38ª do ranking, mas hoje ocupa a 145ª posição. Dona de um título da WTA, a romena passou pelo qualifying do Australian Open, no início do ano, e caiu na primeira rodada. Teliana e Begu nunca jogaram em torneios da WTA.

Também hoje, a japonesa Karumi Nara, atual 62º, confirmou seu favoritismo e avançou às quartas com a vitória sobre a alemã Anna-Lena Friedsam por 6/0 e 7/6 (7-3), e disputa vaga na semifinal contra a espanhola Lourdes Dominguez Lino, que bateu, de virada, a sul-africana Chanelle Scheepers, por 2/6, 7/6 (9-7) e 6/1.

Duplistas do Brasil confirmam favoritismo e buscam vaga na final

Favoritos a se enfrentar em uma final em casa, Bruno e Marcelo deram mais um passo para conseguir o feito. “Seria fantástico e garantiria um brasileiro campeão”, disse Bruno, que espera um jogo duro nesta sexta contra os colombianos Farah e Cabal. “O tempo está seco, a bola voa, fica muito rápida, e favorece o jogo deles, que é mais agressivo, com saque forte”, explicou.

Nesta temporada, Cabal e Farah foram vice-campeões dos ATPs de Brisbane e Viña del Mar, e conquistaram o Challenger de Bucaramanga, na Colômbia. Bruno e Peya foram vice-campeões em Auckland e Doha. “A gente treinou junto algumas vezes na semana, e fizemos bons jogos. Nesse tipo de torneio, quem chega nas semifinais é porque está jogando muito bem. Todo cuidado é pouco, as condições estão boas pra eles, então vai ser importante ver quem vai conseguir se impor desde o começo”, concluiu.

Melo, que joga o circuito com o croata Ivan Dodig, está otimista com a parceria com Marrero. “O primeiro set foi mais fácil do que esperávamos. O segundo complicou, mas o importante é que a gente conseguiu ficar tranquilo no jogo. Às vezes ganhar um set de 6/1 pode ser meio perigoso”.

Fognini precisa de três sets para avançar e agora encara Dolgopolov

O italiano Fabio Fognini, 14º do ranking, passou pelo uruguaio Pablo Cuevas por 7/6 (7-1), 4/6 e 6/3, e enfrentará o ucraniano Alexandr Dolgopolov por uma vaga na semifinal. Dolgopolov, atual 54º, precisou de 2h30 para vencer a batalha contra o argentino Facundo Bagnis, que veio do qualifying.

Extremamente confiante, o cabeça de chave 3 do ATP 500 está em grande fase no saibro. Dos seis últimos torneios nesse piso, só foi derrotado uma única vez, pelo espanhol David Ferrer, na final do ATP 250 de Buenos Aires, no último domingo. Segundo o jogador, a América do Sul vem fazendo bem ao seu jogo. “Realmente, está me trazendo sorte no momento. Tive uma partida dura hoje, mas estou contente de ter avançado à próxima fase. Tenho passado por momentos muito bons, sempre visitei o Brasil, me sinto muito bem aqui e espero continuar assim”, afirmou o italiano.

O adversário das quartas já o venceu duas vezes. “Vai ser duro. A diferença entre nós é que eu estou jogando meu melhor há um bom tempo, e ele está jogando bem nesta semana, não foi bem nos últimos dois torneios. Mas conheço ele bem e sei que é um jogador perigoso”, completou Fognini, campeão do ATP de Viña del Mar em 2014.

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