El italiano Fabio Fognini finalmente le pudo ganar a Rafael Nadal y eso pasó en Brasil, un país en el que el español nunca había perdido.

Una mala señal para Rafael, porque los torneos latinoamericanos le han servido para agarrar confianza. Que pena que decidió no intervenir en el Abierto Mexicano.

Fognini elimina Nadal e decide o título do Rio Open contra Ferrer

Antes, Sara Errani faz a final do WTA contra Schmiedlova

O italiano Fabio Fognini derrotou o espanhol Rafael Nadal, de virada, por 2 sets 1, com parciais de 1/6, 6/2 e 7/5, e vai disputar o título do Rio Open apresentado pela Claro contra o também espanhol David Ferrer, neste domingo, por volta das 18h. A derrota para Fognini foi a primeira de Nadal em uma semifinal no saibro desde 2003. Além disso, o nove vezes campeão de Roland Garros perdeu sua primeira partida no Brasil em quatro competições que participou – foi campeão do ATP 500 do Rio em 2014 e duas vezes do Brasil Open (2005/2013). A final deste domingo colocará frente a frente o cabeça 2 Ferrer e o cabeça 4, Fognini. Antes disso, a também italiana Sara Errani decide o título do WTA contra a eslova Anna Schmidlova.

Fognini , atual 28º colocado no ranking mundial, nunca tinha vencido o dono de 64 títulos na carreira em quatro confrontos entre os dois. Na partida deste sábado, iniciou jogando mal, errando muito. No segundo set, parou de cometer erros e passou a levar a melhor nas trocas de bola. O set decisivo seguiu igual até Fognini abrir 6 a 5 e Nadal sacar para ir ao tie-break. Em um final emocionante, o espanhol rebateu uma bola, que raspou na rede e caiu lentamente no lado da quadra do italiano. Fognini chegou e devolveu com uma curta, que Nadal não chegou. “Ganhei do melhor do mundo no saibro, estou muito feliz, é uma vitória para ser valorizada”, comemorou.

Nadal ainda tenta ganhar ritmo e confiança, depois de só atuar sete vezes no segundo semestre do ano passado, devido a duas cirurgias – pulso direito e apêndice. Neste ano, foi eliminado na estreia em Doha e nas quartas do Aberto da Austrália. Por não defender os pontos do título no Rio Open, vai cair uma posição no ranking mundial, passando para quarto lugar. “Fiz um bom primeiro set, perdi oportunidades no segundo, e no final foi mérito dele. Também fiquei cansado muito rápido e senti cãibras, algo que nunca tive na carreira”, disse o espanhol. “Ainda sinto a falta de ritmo, mas já estou melhor do que há um mês. Tenho que aceitar e continuar trabalhando, passo a passo, para voltar a competir de igual para igual com os melhores jogadores”.

Grande estrela do Rio Open, Nadal espera voltar ao torneio em 2016. “Quero estar nas Olimpíadas no Rio, mas ainda é cedo para falar de calendário. Gosto de jogar no Brasil, na América Latina, então pode ser que volte”.

Na outra semifinal, Ferrer eliminou o austríaco Andreas Haider-Maurer por 7/5 e 6/1. O espanhol só teve trabalho no primeiro set na vitória sobre o 74º do mundo. Os dois tenistas sofreram para confirmar o saque na série inicial. Quando um quebrava, o outro devolvia e assim foi até Ferrer usar da sua experiência para fechar. No segundo set, Ferrer cresceu e, depois de quebrar o saque de Haider-Maurer logo no início, fazendo 3 a 1, se manteve sempre à frente para fechar. “Não comecei jogando bem, no segundo melhorei e ele estava mais cansado. Estou contente por jogar minha primeira final no Rio”, disse Ferrer, que já conquistou seis títulos na América Latina.

Ferrer tem um retrospecto favorável contra Fognini. Sete vitórias em sete jogos. Nesta temporada, Fognini foi campeão de duplas no Aberto da Austrália, ao lado do compatriota Simone Bolelli. Em simples, soma três títulos na carreira. Sua última final foi em abril do ano passado, quando ficou com o vice-campeonato do ATP 250 de Munique, na Alemanha. “Preciso descansar bem, porque fiquei muito mais tempo na quadra do que David (Ferrer). Será duro, outro especialista no saibro, já foi terceiro do mundo. Também me venceu várias vezes, então terei de lutar muito” .

Klizan e Oswald conquistam o título de duplas do Rio Open

Neste sábado, penúltimo dia do Rio Open, a parceria formada pelo eslovaco Martin Klizan e pelo austríaco Philipp Oswald bateu o espanhol Pablo Andujar e o austríaco Oliver Marach e conquistou o título de duplas da principal competição de tênis da América do Sul. Klizan e Oswald precisaram de 1h24 e dois sets para selarem o triunfo com parciais de 7/6 (3) e 6/4. Foi o segundo troféu da ATP levantado pela dupla, que venceu, em Nice, no ano passado.

Para chegar ao título, Klizan e Oswald superaram os brasileiros Fabiano de Paula e Marcelo Demoliner, a dupla formada pelo uruguaio Pablo Cuevas e o espanhol David Marrero e, na fase semifinal, os colombianos campeões do torneio em 2014, Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. “Tivemos sorte na segunda rodada com uma desistência, mas uma estreia muito dura com um super tie-break e precisamos salvar um match point na semifinal, então acredito que o nível foi bem alto, como se espera de um ATP 500. Estou muito feliz por termos conquistado o título e jogado nosso melhor tênis na final. Espero que tenhamos uma grande temporada juntos”, disse o empolgado Oswald.

Rio Open rende homenagem a Braguinha, mecenas do esporte

A quadra central do Rio Open recebeu outra homenagem neste sábado. Coube a Gustavo Kuerten entregar uma placa a Antonio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha. O ex-banqueiro, apaixonado por esporte, ajudou diversos atletas em suas trajetórias. Guga e o piloto Ayrton Senna estão entre os esportistas que contaram com a ajuda financeira de Braguinha no início de suas carreiras. Braguinha acompanhou todas as Copas do Mundo desde 1950 e compareceu a todos as Olimpíadas nos últimos 40 anos. “Você fez eu acreditar que podia chegar lá, e com outros atletas também. Agradeço por tudo o que fez pelo esporte brasileiro”, disse Guga.